Ambulâncias viram clínicas móveis em Gaza após bloqueio de vias para hospitais
Veículo não consegue voltar à base no Hospital Nasser Este conteúdo foi originalmente publicado em Ambulâncias viram clínicas móveis em Gaza após bloqueio de vias para hospitais no site CNN Brasil.

A ambulância deixou sua base habitual no Hospital Nasser, em Khan Younis, seis dias atrás, com curativos, seringas e outros itens básicos encontrados pela equipe. Desde então, está operando como uma clínica móvel, porque não tem como voltar ao hospital.
O Nasser, a maior intituição de saúde ainda em funcionamento no sul de Gaza, fica em uma área da cidade que é palco de intensos combates entre forças israelenses e militantes do Hamas, tornando a passagem de pacientes ou mesmo ambulâncias perigosa demais.
“Agora funcionamos como um ponto de apoio no centro de Khan Younis”, disse o paramédico Nassim Hassan, que lidera a unidade de emergência no Hospital Nasser.
Isso significa tratar pacientes que chegam por conta própria ou correr para buscar pessoas feridas, incluindo em locais muito próximos das linhas de frente, e levá-los a tendas com instalações médicas básicas.
“Desde que saímos, seis dias atrás, estamos trabalhando. Há muitos feridos entre as pessoas deslocadas que estavam no bairro industrial e em algumas escolas. Muitos dos feridos foram embora carregados em carroças, tuk-tuks, carros ou mesmo a pé.”
Khan Younis recebeu um grande fluxo de pessoas desalojadas durante as primeiras semanas da guerra entre Israel e Hamas, após o exército israelense orientar civis a se retirarem do norte de Gaza para sua própria segurança.
Desde então, os conflitos se moveram para o sul e para o coração da cidade, causando novas ondas de deslocamento na direção de Rafah, na fronteira sul de Gaza com o Egito, e tornando as condições ainda mais duras e perigosas para quem ficou para trás em Khan Younis.
Sem uma perspectiva imediata de conseguir novos suprimentos de qualquer almoxarifado hospitalar, Hassan estava preocupado com o estoque de itens essenciais.
“Essa é uma das coisas que nos faltam”, disse, segurando um torniquete durante uma triagem dos materiais armazenados dentro da ambulância. “Talvez tenhamos um ou dois sobrando.”
Em uma das tendas médicas onde a ambulância de Hassan tem depositado pacientes, o paramédico Ibrahim Abu al-Kass fazia o melhor que podia para lidar com uma ampla variedade de ferimentos e doenças, usando apenas equipamentos básicos.
A guerra teve início quando militantes do Hamas de Gaza invadiram o sul de Israel em 7 de outubro, matando 1.200 pessoas e tomando 240 como reféns, segundo Israel, que respondeu com uma ofensiva militar contra a faixa densamente povoada.
O bombardeio e a invasão terrestre de Israel mataram quase 27 mil palestinos e feriram mais de 65 mil, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A maior parte da população da faixa foi deslocada. Fome e doenças são frequentes.
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