Análise: A relação entre Rússia e EUA após fala de ministro russo

Ministro das Relações Exteriores russo afirma que país está pronto para trabalhar com Trump, mas espera iniciativa dos EUA para avanços diplomáticos Este conteúdo foi originalmente publicado em Análise: A relação entre Rússia e EUA após fala de ministro russo no site CNN Brasil.

Dec 26, 2024 - 19:10
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Análise: A relação entre Rússia e EUA após fala de ministro russo

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou nesta quinta-feira (26) que o país está disposto a trabalhar com o governo de Donald Trump para melhorar as relações com os Estados Unidos. No entanto, Lavrov ressaltou que cabe aos americanos dar o primeiro passo nessa direção.

A crise entre os dois países atingiu seu ápice após o início da guerra na Ucrânia, tornando a reaproximação um desafio diplomático significativo.

A analista de internacional Fernanda Magnotta comentou sobre a complexidade da relação entre as duas grandes potências mundiais durante o CNN 360° desta quinta-feira.

A ambiguidade de Trump em relação à Rússia

Segundo Magnotta, a palavra que define a relação de Trump com Putin e a Rússia é “ambiguidade”. Durante o primeiro mandato de Trump, de 2017 a 2020, houve uma predisposição pessoal e até certa admiração do então presidente americano por Putin, evidenciada por elogios públicos.

No entanto, a analista ressalta que, apesar da retórica amigável, não houve uma mudança paradigmática no relacionamento entre os Estados Unidos e a Rússia durante o governo Trump.

Magnotta explica: “Apesar do Trump ter boa vontade quando ele falava de Putin, e em vários momentos ter sido muito cuidadoso para não se indispor pessoalmente com o líder russo, a gente tem, na prática, os Estados Unidos durante a gestão Trump mantendo o não reconhecimento da Crimeia, que era uma coisa que os russos queriam muito”.

Desafios para uma possível reaproximação

A especialista aponta que, mesmo com uma possível volta de Trump à presidência, existiriam obstáculos significativos para uma reaproximação efetiva entre os dois países.

“O Trump vai ter, sim, dentro do seu próprio governo, muita resistência. A resistência de outros republicanos, resistência no Congresso e resistência da opinião pública”, afirma Magnotta.

Ela também lembra que tentativas anteriores de “resetar” as relações entre EUA e Rússia, como a iniciativa da então secretária de Estado Hillary Clinton em 2009, não resultaram em melhorias duradouras.

“Resetar a relação não é novidade. Trump também não é novidade, e em nenhum dos cenários o final dessa história é um final positivo”, conclui a analista.

A declaração de Lavrov e a análise de Magnotta indicam que, apesar da aparente abertura russa, o caminho para a normalização das relações entre os dois países permanece incerto e repleto de desafios diplomáticos e políticos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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