“Quem se assustou que tome um chá de camomila”, diz Maduro após questionamentos de Lula

Presidente venezuelano havia afirmado que o país cairá em um “banho de sangue fratricida” caso seu partido não ganhe as eleições Este conteúdo foi originalmente publicado em “Quem se assustou que tome um chá de camomila”, diz Maduro após questionamentos de Lula no site CNN Brasil.

Jul 23, 2024 - 21:45
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“Quem se assustou que tome um chá de camomila”, diz Maduro após questionamentos de Lula

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, respondeu as preocupações em relação aos seus comentários de que o país cairá em um “banho de sangue fratricida” caso seu partido não ganhe as eleições, nesta terça-feira (23) dizendo: “Quem se assustou que tome um chá de camomila”.

“Eu não disse mentiras, só fiz uma reflexão. Quem se assustou, que tome uma camomila, porque este povo da Venezuela já passou por muita coisa e sabe o que eu estou dizendo. E na Venezuela, vai trunfar a paz” afirmou Maduro em um comício em Cojedes.

A fala de Maduro acontece um dia depois do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ter tido que o presidente venezuelano precisa respeitar o processo democrático e o resultado da eleição presidencial no país, marcada para este domingo (28), para que o país volte à normalidade.

“Eu já falei para o Maduro duas vezes, e o Maduro sabe, que a única chance da Venezuela voltar à normalidade é ter um processo eleitoral que seja respeitado por todo o mundo… Se o Maduro quiser contribuir para resolver a volta do crescimento na Venezuela, a volta das pessoas que saíram da Venezuela e estabelecer um Estado de crescimento econômico, ele tem que respeitar o processo democrático”, disse Lula.

 

Relembre o caso

Na quinta-feira (18), Nicolás Maduro  havia falado: “O destino da Venezuela no século 21 depende da nossa vitória no dia 28 de julho. Se não querem que a Venezuela caia em um banho de sangue, em uma guerra civil fratricida, produto dos fascistas, garantamos o maior êxito, a maior vitória da história eleitoral do nosso povo”.

A fala aconteceu logo após a justiça da Venezuela prender um assessor da principal opositora do governo de Maduro, Maria Corina Machado.

Os Estados Unidos divulgou um comunicado no mesmo dia condenando a detenção. No início da semana, a ONG Laboratório de Paz divulgou um relatório em que afirma que, desde o início do período eleitoral, a Venezuela já deteve 71 opositores ou assessores de opositores.

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